14.7.20

França 2016

Já é um cartoon de 2016 mas sabe sempre bem "ver" o Eder aviar os gauleses e trazer o caneco para casa !

António Gaspar

6.7.20

Astérix Jesus & Sérgio Óbelix


http://cromos_da_bola.blogspot.com/2004/10/astrix-jesus-srgio-belix.html 

 Astérix Jesus & Sérgio Óbelix

Guarda-redes, Sósias, Guimarães, Sporting


terça-feira, outubro 12, 2004

Óbelix de Alvalade

Como já tinhamos trazido o bom velho e irredutível gaulês á baila, decidimos desta feita recordar o seu compincha obeso, Obélix. Ora bem, recordar Obélix é sinónimo com recordar o ex-guarda-redes-eterno-suplente do SCP, o Sr. Sérgio. Tal como o mítico Jesus é a versão futeboleira de Ásterix, Sérgio faz o papel bolístico do carregador de menires. Olhar cerrado e carrancudo que camufla uma face bonacheirona e anafada, coberta por um respeitoso bigode. Características que levaram a que o ex-guarda-redes-eterno-suplente do SCP fosse conhecido pelo Óbelix da bola, e não pelas suas mãos capazes de agarrar qualquer menir que fosse disparado na sua direcção por um qualquer Spassov ou Eskilsson. Curioso o facto de tanto o irredutível Jesus como o anafado Sérgio serem guarda redes. Estes Portugas estão loucos.

https://cromos_da_bola.blogspot.com/search?q=ob%C3%A9lix


Jesus, "O Astérix Luso".

O pequeno Jesus, qual mosquito sedento de sangue, primava pelos voos entre os postes, zurzindo a uma velocidade estonteante, deixando desta forma os avançados atordoados e sem hipóteses perante o nosso irredutível português.

https://cromos_da_bola.blogspot.com/2004/09/astrix-da-lusitnia-sr-matias-e-um.html

10.6.20

Alexandre Simas


As outras eleições de dia 4. O Astérix vai embora, quem quer mandar na aldeia?

No próximo domingo, 5.727 portugueses são chamados às urnas para eleger duas novas juntas de freguesia, uma no Norte e outra no Centro. Há uma coisa em comum: o tesoureiro...

Estamos no ano 2015 depois de Cristo. Todo o concelho de Torres Novas é governado pelo Partido Socialista. Todo? Não! Há duas aldeias que se mantêm independentes. Numa delas vive um homem de longos bigodes que mostrou ser um irredutível guerreiro contra a câmara municipal. Apresentamos-lhe Alexandre Simas, também conhecido como Astérix, presidente cessante da junta de freguesia de Riachos. Em junho, depois de uma longa disputa com a autarquia, Simas bateu com a porta. E agora a localidade vai a votos no mesmo dia das eleições legislativas.

O conflito entre Alexandre Simas, — eleito pelo movimento de independentes GRUPPO – Grupo de Riachenses Unidos Pelo Povo — e a câmara socialista resume-se em poucas linhas. As últimas eleições autárquicas foram a 29 de setembro de 2013. No dia seguinte entrou em vigor uma lei que prevê a transferência automática de competências das câmaras para as juntas em vários domínios: manutenção de espaços verdes, limpeza de ruas e sarjetas, manutenção de mobiliário urbano, entre outros. Municípios e juntas tinham apenas de se entender relativamente ao dinheiro que cada freguesia receberia para cumprir aquelas funções. Riachos e Torres Novas nunca chegaram a acordo: a junta queria cerca de 35 mil euros; a câmara está disposta a dar apenas 17 mil.



João Pedro Pincha, Observador, 29/09/2015
https://observador.pt/especiais/as-outras-eleicoes-decisivas-de-dia-4-nao-e-um-conto-de-criancas-mas-mete-o-asterix/

13.5.20

Tónius


Tónius, o Astérix português


Quando em Abril de 1979 a 2ª série da revista “Spirou” chegou às bancas, apresentava na capa um novo herói português. Ou melhor, lusitano, de nome Tónius. Emulação de Astérix, apesar de distinto do pequeno guerreiro gaulês – na construção dos argumentos, no ritmo, na utilização graficamente interessante de balões e legendas, no aproveitamento da sonoridade das palavras e de alguns anacronismos como fonte de humor… - partilhava com ele alguns pontos de contacto:
vivia numa aldeia - o castro de Pedróbriga - que resistia aos invasores… mouros, a quem distribuía castanhadas sempre que a ocasião surgia; era inteligente, audaz e hábil… no manejo da funda; o seu principal amigo era Chicolindus, forte, encorpado e apreciador de… trutas; o seu chefe, Herminius, mandava pouco… mesmo em casa.

Os seus autores eram o argumentista Fernando Tito e o desenhador José André que, depois desta aventura inicial, publicada semanalmente até ao número 22 da revista, fariam Tónius regressar em “Uma aventura nas Astúrias” (Editorial Publica), lançada directamente em álbum no nosso país, em 1981, após ter sido editada na Bélgica, Holanda e Finlândia.

Nestes países foi ainda publicada uma terceira BD, “A invasão dos Alfas”, até hoje inédita em Portugal. As duas primeiras histórias foram reeditadas no “Jornal da BD” (1984/1985), tendo os autores deixado incompletos dois outros projectos, “A Pedra do Norte” (argumento completo, parcialmente desenhado) e “Tónius e as Sete Maravilhas” (apenas com a ideia base esboçada).

Tónius, apesar da carreira breve (ou talvez nem tanto…) com amigos e adversários ainda protagonizou um loto cuja base eram caricas de Sumol!

Pedro Cleto, Maio/2011

http://bddesempre.blogspot.com/search/label/T%C3%B3nius

http://www.antikvaari.fi/naytatuote.asp?id=609344

http://www.huuto.net/kohteet/tonius-1-kultainen-taimen/139405948

8.4.20

Um Astérix lusitano

José Ruy é um dos mais férteis e inspirados autores portugueses de banda desenhada, felizmente ainda em actividade numa longa e notável carreira. (...)

Na minha colecção de recortes existe a primeira edição, integral, de uma sua história, com argumento de Paulo Madeira Rodrigues, parodiando o mito de Astérix.

Visando transplantar o clima, o tema e o estilo narrativo da romanesca crónica da resistência gaulesa ao domínio romano para a Lusitânia, procurando transferir para a nossa terra uma certa idiossincrasia genética, histórica e geográfica, a dupla criativa engendrou uma paródia divertida -ao estilo da época- que preencheu semanalmente, durante alguns meses, dezenas de páginas do já desaparecido diário A Capital, no seu suplemento Cena 7.

Foram no total 44 pranchas, uma delas dupla, publicadas aos pares todos os sábados entre 1 de Julho e 16 de Dezembro de 1972, ocupando praticamente o segundo semestre desse ano. Trata-se de uma história intitulada A Conquista do Algarve, integrada numa provável série de As Aventuras de Quatro Lusitanos e uma Porca. Mas a verdade é que aquela aventura permaneceu como a única e, quando mais tarde surgiu em álbum, em 1984 (Ed. Futura), o título escolhido foi este.


Sendo certo que a nossa dupla não corresponde precisamente ao carismático par Goscinny e Uderzo, também parece evidente que o seu trabalho se terá revelado suficientemente digno dos objectivos visados, em particular o de “nacionalizar” a mítica criação, à nossa moda muito especial. O guerreiro lusitano Lusido, mais o seu inseparável companheiro Lusitanso, a rotunda sacerdotisa Lusidia com a sua porca-da-murça e ainda Lusibanco, um chico-esperto, descendo dos Montes Hermínios a caminho da Cinetânia, com passagem pelas terras de ribatajanos e além-tajanos, vivem algumas aventuras mais ou menos trepidantes, mais ou menos dialogantes…

Vou aqui reproduzir a história original, directamente digitalizada das páginas de A Capital, que coleccionei. Começarei simbolicamente essa “reposição” no dia 1 de Julho, quando se cumprem 43 precisos anos sobre o início da sua publicação no jornal, prosseguindo ao ritmo de quatro páginas de cada vez, às quartas-feiras e aos sábados, em onze sucessivas

Pretendo tanto reproduzir uma raridade como lembrar, simbolicamente, a obra de um dos maiores e mais dotados criadores nacionais de BD, José Ruy, aqui assente num interessante e bem elaborado argumento de Paulo Madeira Rodrigues, que não deve ser esquecido.

António Martinó de Azevedo Coutinho

https://largodoscorreios.wordpress.com/2015/07/01/um-asterix-lusitano-i/

Entre 1 de Julho e 5 de Agosto de 2015 aqui reproduzi integralmente as pranchas, originalmente publicadas no desaparecido diário A Capital, da banda desenhada A Conquista do Algarve, integrada numa provável série de As Aventuras de Quatro Lusitanos e uma Porca, infelizmente não concretizada. 
 
Os inspirados autores, Paulo Madeira no argumento e José Ruy nas ilustrações, criaram um trabalho pioneiro entre nós, assente na mitologia de Astérix.

A aventura, com 44 pranchas, data de 1 de Julho a 16 de Dezembro de 1972 e seria mais tarde integrada num álbum das Edições Futura, em 1984.

https://largodoscorreios.wordpress.com/2015/08/15/um-asterix-lusitano-uma-analise-da-epoca/
 
Texto de José Ruy sobre a concepção da história:
 
Em certa altura, ao arrumar as pastas numa gaveta, vi um papel rabiscado que me chamou a atenção. 
 
Era uma sinopse que o Paulo Madeira Rodrigues havia feito para a tal aventura com as personagens que havíamos criado. Li e achei que tinha muita atualidade. Haviam passado 10 anos, estávamos em 1971, e o sistema político e social não se tinha alterado em nada, e as piadas mantinham-se certeiras.

 (...)
 
Em 1984 a Editora Futura editou em álbum toda a história a preto e branco, pela mão do saudoso amigo Jorge Magalhães.

E aqui termina esta história de como numa brincadeira de hora de almoço se construiu uma aventura que driblou os censores da altura.
 

24.3.20

Publicação em destaque

Bartoon

Que o popularíssimo herói de BD Astérix passou das mãos de Uderzo, exímias a desenhar criativamente, para as de Didier Conrad (e se Goscin...