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5.12.23

Panoramix, etc. etc.

Afinal, o resultado do Liechtenstein-Portugal parece não ter sido dopante apenas para os portugueses, que deram (como se sabe) 7-1 aos russos: para os liechtensteinianos (se é assim que se chamam) também, pois anteontem "deram" 4 ao Luxemburgo, e no próprio Luxemburgo, se faz favor! Pelo que dá vontade de perguntar: mas aqueles dois golitos que ambos (portugueses e liechtensteinianos) tomaram em Vaduz, foram golitos de quê? De alguma poção mágica como a do druída Panoramix, que o Obélix tomou em pequeno? Sim, porque desta vez, no que diz respeito à nossa selecção, nem "lapsos, nem desorganização nem indisciplina", como o ex-sec. Estado da Educação, Abílio Morgado, diz que houve na colocação dos professores. Embora dos lapsos e da desorganização, a gente soubesse. Agora, indisciplina?!!! Pelo que recomendo: para o ano, recrutem um sargentão, e já está. Mesmo que custe (parece que custa...) caro. Porque estou como o craque do Marítimo - o Manduca - que diz que "às vezes, o dinheiro não quer dizer nada": E deve ter razão. Tanto mais que o sargentão, quando não está no sofá, até parece que trabuca alguma coisa...

ANTÓNIO TAVARES-TELES (quinta coluna), O Jogo

Nº 237 / 20 Sex, 15 Out 2004







André Villas-Boas. O Panoramix da aldeia invencível


Nem Panoramix, o druida da aldeia invencível, desdenharia uma poção mágica tão duradoura como esta do FC Porto, em que nenhum jogador tem medo que o céu lhe desabe na cabeça. "Culpa" (entre aspas para dar um ar... "je ne sais quoi"; e tomem lá mais aspas mais um ponto e vírgula) de André Villas-Boas, o druida do Dragão.


(...)


Favorito pela campanha invicta no campeonato e pela superioridade da sua equipa nos dois jogos desta época com os bracarenses (3-2 no Dragão, em Setembro de 2010, e 2-0 na Pedreira, em Fevereiro de 2011), Villas-Boas está a um passo de repetir a festa de sábado à noite, quando ganhou na Madeira (2-0 ao Marítimo) e fechou a 1.a divisão sem qualquer derrota.


Talvez por isso, embalada por esta força invencível do Panoramix do Dragão, a UEFA tenha cometido uma gafe durante a manhã de ontem, nos ensaios para a final, ao colocar a vitória portista por 3-2 frente ao... Benfica, no ecrã principal do estádio. Descobriu a gafe? Ou precisa da poção mágica?


por Rui Miguel Tovar, jornal i, Publicado em 17 de Maio de 2011   





Astérix PDF Imprimir e-mail

14-Nov-2007

Estamos no ano 50 antes de Cristo. Toda a Gália está ocupada pelos Romanos... Toda? Não! Uma aldeia povoada por irredutíveis gauleses resiste ainda e sempre aos invasores.

 

Um dia naquela aldeia, Panoramix, o venerável druida da aldeia vai colher visco para preparar a poção mágica, que lhes dá uma força sobre-humana.

 

(Panoramix a colher visco)

 

Quando está prestes a acabar essa tarefa, aperece um dos invasores, raptando-o. Panoramix, no meio da confusão, deixa cair a sua foice de ouro.

 

(Aparece o invasor e leva Panoramix. Panoramix deixa cair a foice de ouro.)

 

Entretanto, Astérix, pequeno guerreiro de espírito sagaz e inteligência viva, e seu amigo Obélix, que caíra num caldeirão de poção mágica quando era pequeno e que lhe dá uma força magnífica para toda a vida, regressam de uma caçada. Estes veêm a foice de ouro de Panoramix no chão.


- Obélix. Esta não é a foice de ouro do nosso druida?

- Acho que sim. O que terá acontecido? Ele nunca a deixa...

- Tenho a impressão que não foi nada de bom.

- Achas que ele foi raptado?

- É melhor irmos falar com o chefe.

 

Astérix e Obélix vão falar com o chefe, Matasétix.

 

- Chefe, encontrámos a foice de ouro do nosso druida.

- Achamos que ele foi raptado.

- Só há uma tribo de guerreiros que vos pode ajudar. São os nossos amigos Explorodarix. Vivem na Lusitânia e reunem-se todos os Sábados no Pio XII.

 

Sem pensar duas vezes, estes dois amigos vão buscar essa tribo o mais rápido possível.

 

Conseguirão os Explorodorix ajudar Astérix e Obélix?

Actividades

A poção mágica (concurso de culinária);

Lutar com os Romanos (torneio de futebol e piolho);

Construção da aldeia (construções);

Amarrar o barco (nós);

Procurar Panoramix (jogo de pistas);

Salvar o druida (assalto ao farol);

Preparação do exército (provas);

Escola de preparação (ajudar os novos membros da patrulha);

Ataque dos Romanos (jogos nocturnos);

Festa (divertimento).

Provas 

Adesão à secção

conhecer o funcionamento e mística da secção;

enunciar as leis e príncipios do escuta;

executar correctamente as saudações escutistas e descrever o seu símbolismo;

rezar a oração do escuta.

Bronze

saber as regras de utilização e limpeza dos utensílios de campo: faca de mato, machado, pá, serrão e lanterna a petróleo;

participar num acampamento de fim-de-semana

saber tratar uma pequena frida, desde a sua limpeza até à a aplicação do penso e saber como tratar picadas de insectos;

num acampamento montar, desmontar e dobrar a tenda da sua patrulha, fazer uma fogueira preparando o lugar e posterior limpeza, cozinhando nela uma refeição.

Prata

identificar e pôr em prática técnicas de combate a um incêndio em campo e executar um utensílio de combate;

fotografar um animal em liberdade;

cortar lenha para o fogo de conselho;

construir um instrumento musical e um fantoche.

Objectivos

Integrar os novos menbros da patrulha

Aprender novas coisas

Fazer provas do sistema de progresso

Divertir

Actualizado em ( 14-Nov-2007 )

 

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© 2009 Agrupamento 541 - Pio XII

Núcleo Oriental da região de Lisboa


https://arquivo.pt/wayback/20090520163014/http://agr541.cne-escutismo.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=24&Itemid=37


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Jornal de Notícias, 29 de Outubro de 2004


Faz 45 anos : Novas edições adaptam nomes dos personagens para português : Álbum inédito chega às livrarias em Novembro


Pedro Cleto


Um quase anão irredutível, mas muito inteligente, um gordo dotado de força sobre-humana, e devorador de javalis, um druida conhecedor de estranhas poções e toda a população de uma pequena aldeia junto ao oceano Atlântico, comemoram hoje os seus 45 anos de vida. Aparentemente nada de mais, não se chamassem eles Astérix, Obélix e Panoramix e não fosse aquela a aldeia que "resiste ainda e sempre ao invasor" romano...

Em França, a data fica assinalada pela edição de "Astérix et la rentrée gauloise" em seis línguas regionais (picardo, bretão, galo, alsaciano, occitano e corso), e por um número especial da revista Lire, com uma "cronologia asterixiana" - "Odisseia de Astérix em 32 álbuns" -, contada por Albert Uderzo, e diversas homenagens de escritores e desenhadores, entre os quais Alexandre Jardin, van Cauwelaert, Amélie Nothomb, Umberto Eco, Zep, Moebius ou Bilal. Isto, enquanto se aguarda pelo novo álbum, que só deverá chegar às livrarias daqui a um ano e do qual Uderzo apenas revelou que "possivelmente o bardo não será amarrado e amordaçado no banquete final".

Em Portugal, com a recente passagem dos direitos da Meribérica para a ASA, esta editora marca o aniversário "iniciando a reedição de todos os títulos", como revelou ao JN Maria José Pereira, "os primeiros dos quais, já em Novembro". A primeira edição de cada álbum da ASA "será numerada e limitada a três mil exemplares e terá um selo branco de certificação".

A grande novidade desta edição, com novas capas, é a adaptação para português dos nomes das personagens, com excepção de Astérix, Obélix e do druida Panoramix. Esta opção, "já seguida em Inglaterra", deve-se ao facto de "alguns nomes originais serem difíceis de pronunciar" e também "aos trocadilhos que, muitas vezes, os nomes representam em língua francesa", Assim, o cão de Obélix passa de Idéfix a Ideiafix, o chefe Abraracourcix passa a Matasétix e ao bardo Assuracentourix assenta como uma luva Cacofonix. E se esta opção vai, certamente, confundir muitos leitores habituais das peripécias de Astérix, descansem que Toutatis não vai dar lugar à senhora de Fátima...

Mas a edição mais esperada é "Astérix e o regresso dos gauleses", título inédito em português que chega também em Novembro às livrarias e que reúne histórias curtas - a maior parte ainda escritas por Goscinny - de temática diversa como a apresentação dos heróis da série, o que acontece quando um romano tenta raptar Ideiafix ou as dificuldades que o herói enfrenta para convencer as crianças gaulesas a irem à escola. E há até uma, em que os protagonistas não são Astérix e Obélix, mas sim os seus autores.

E a exemplo do que agora acontece em França, a ASA "tem em projecto, em princípio para 2005, a edição de Astérix em mirandês", de que já se falou há alguns anos sem nunca ter sido concretizada.


Copyright: © 2004 Jornal de Notícias; Pedro Cleto


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SEXTA-FEIRA, 5 DE MARÇO DE 2010

Amarelinha Power!

Já aqui vos falei na "formula mágica" do Póvoas AKA Panoramix de Contumil, mais conhecida por "Amarelinha".


A noticia de hoje sobre a lesão do Boisingua fez-me recordar a quantidade de jogadores transferidos por milhões, que nunca tiveram lesões graves enquanto usaram a formula do Panoramix de Contumil... e depois dela apresentam um físico débil e muito sujeito a lesões graves:


Deco, Bosingwa, Ricardo Carvalho, Paulo Ferreira, Quaresma, Lucho Gonzalez, Pepe, Anderson, Maniche, Jorge Andrade, Derlei e mesmo Postiga... nem um escapa a um calvário de lesões graves de origem muscular ou nos tendões (rupturas, distenções, etc.).


Avé Panoramix de Contumil! Mas não passa nada... para a Laurentina o que interessa é o Nuno Assis!


Por falar em Bosingwa, lembrei-me: Será que é desta que o Queiroz leva o Amorim?? Nah... acho que ele prefere o Miguel Lopes ou o João Pereira.

PUBLICADA POR GERACAOBENFICA EM 21:47 


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    Colunistas    O Tear e a Trama


 Ásterix “O português

Estamos no ano 2009, depois de Cristo. Toda a Lusitânea está ocupada pelos novos Césares imperiais (Romanos? “Partidocrátas”?? Toda? Não! Uma zona… continua a resistir!



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Sinto-me sitiado, cercado como os gauleses que Goscinny e Urdezo criaram, para gáudio de muito boa gente, pequenos e grandes, arrebatados pela valentia de Ásterix, Obélix e seus pares.


A verdade é que estou receoso que um dia o céu me caia em cima e não sou  propriamente o chefe Abraracurcix. Não tenho perfil para lideranças.


O pior é que a poção mágica já vai faltando e os ingredientes para o druída Panoramix a preparar também já vão rareando, tal a poluição que vai diminuindo a área da floresta, outrora abundante.


O alcatrão e o cimento, obra da engenharia romana(?), apoiada pelas legiões dos Césares que vão conduzindo o Império, agora de muita gente feito e por muitos expandido, são o progresso que gera uma falta de ar e do saudável canto dos pássaros nas manhãs de primavera.


As novas vias «romanas», os novos templos construídos em nome dos deuses do consumismo, devoram e asfixiam a terra arável em um tempo venerada.


Depois, há os que resistem com a força de um Obélix que come vários javalis a uma refeição, lutando contra as legiões inimigas em campos fortificados (o pior é que por aqui a caça agora é outra e já não é aos javalis)...


De uma forma metafórica me lembro daquilo que foi e aquilo que é este vale da Paiã. É que às vezes sonho que sou Ásterix e não consigo ver as manobras que na realidade rodeiam certas realidades, como, por exemplo, o não saber dos estudos de impacte ambiental que deveriam ter sido feitos (foram?) quando a velha Escola Agrícola da Paiã foi cortada pela construção do IC 17, quando foram feitas vias de acesso ao «Dolce Vitta», construido sobre a nascente do Rio da Costa, sem ter em conta um projecto global que harmonizasse toda uma região, a qual sofreu o grande golpe com o fim da Junta Distrital de Lisboa e a divisão de tutela, entre o Ministério de Educação (cerca de 90 hectares) e o Governo Civil de Lisboa (cerca de 130). E isto para não falar de um todo patrimonial que se joga entre a passagem daquilo que o Governo Civil de Lisboa tem obrigação de preservar ou de passar, em segunda solução, para a posse da Câmara Municipal de Odivelas e alguma parte que, naturalmente, seria lógico ser entregue ao cuidado da Câmara Municipal da Amadora.


Mas o tempo é o tempo em que vivemos e do vale da Paiã restam, em muitos casos, as ruínas da Quinta de Santo Elói e Casal das Lages (CMA), casas de campo senhoriais com mais de centena e meia de anos, talvez duas - a primeira com obras artísticas a desfazerem-se e, no segundo caso, o lagar de azeite de interesse histórico a cair, com maquinaria dentro; a Quinta de Santo António - de novo em ruínas, depois de reparada para a nunca criada Fundação Para a Prevenção Rodoviária -, o antigo e já não existente Casal Novo, a Quinta do Enforcado e da Azenha Velha...


Afinal, aquele projecto de acordo celebrado pelo Governo Civil de Lisboa e a CMO parece ter-se transformado num «acordo de intenções», assinado, julgo saber, entre as partes, no dia 26 de Setembro de 2009.


A incúria e desprezo de uns (GCL), o talhar dos lombinhos de fácil recuperação de outros (CMO – Pinhal da Paiã e agora canil de todos os mistérios, embargado (?); o terreno paredes meias com o edifício sede dos bombeiros e que não é pinhal, a transformar em zona de lazer... Porque não um parque ecológico, integrado na rede natura, em conjunto com o pinhal?), é o que se vê.


Ásterix, «o Português» não vai conseguir resistir. Isso, só na banda desenhada! Há quem deseje ajudar, colaborar, mas o incómodo parece uma realidade para alguns.


Ainda por cima estou sitiado e não sou nenhuma das personagens de Goscinny e Uderzo!


 


Fernando Tudela


   Diario de Odivelas

   20 Out 2009

   08:41




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Camp.Reg.Sub-14

“Astérix e os Aldegalegos”

BARREIRENSE MAQUIJIG/FIDUCIAL: 106 - Montijo Basket – 26




Pelo Barreirense

4 – Jorge Parkerix; 5 – Diogo Postix; 6 – Tiago Cerebralix; 7 - Rodrigo Assistencix; 8 – Ruben Ressaltix; 9 – João Lançadorix; 10 – Filipe Defensix; 11 – Gustavo Speedix; 12 – André Metroeoitentix; 13 – André Fotocopix; 14 – Carlos Phonix; 15 – Miguel Escuteirix

Parciais do Jogo

38-3; 15-5; 23-8; 30-10.


Dmingo, dia 7 de Dezembro, no pavilhão da escola de Santo António, pelas 16h, defrontaram-se Barreirense e Montijo.


Raminhos Panoramix e Luís Sonix escolheram os 12 guerreiros para enfrentar a legião de aldegalegos (1) que “invadiram” o pavilhão da Escola de Santo António. Foi um “combate” leal, justo, mas desequilibrado. Os nossos Astérixes tomaram a poção mágica, entraram com vigor e determinação, atacavam em bloco com engenho e velocidade e quando o “inimigo” tomava a iniciativa, defendiam-se corpo-a-corpo com a vontade indomável de roubar a bola laranja e partir rápido para as linhas adversárias. A bola nas mãos dos nossos guerreiros parecia uma autêntica laranja mecânica.


Os nossos guerreiros no 1º período foram o André Metroeoitentix, o Rodrigo Assistencix, o Diogo Postix, o João Lançadorix e o Gustavo Speedix. O Speedix usou a velocidade no ataque marcando 8 pontos neste período, o João Lançadorix abriu o marcador e marcaria 6 pontos, destacando-se uma bonita jogada a fazer os 16-0. O Diogo Postix fez o seu melhor jogo da temporada e assinou 10 pontos no 1º período e outros 10 no 4º período. O Rodrigo Assistentix esteve muito bem a defender, a partir rápido para o ataque e nas assistências para cesto. O André Metroeoitentix marcou 6 pontos e conduziu bem a equipa. Nos aldegalegos destacou-se o Miguel Carvalho.


No 2º período as nossas fileiras contaram com o Jorge Parkerix, Tiago Cerebralix, Ruben Ressaltix, Carlos Phonix e Miguel Escuteirix.

O Jorge Parkerix seria o autor dos primeiros pontos deste período convertendo um triplix. O Parkerix fez um bom jogo, mas sem grandes deslumbramentos. O Miguel Escuteirix faria o 2º triplo do jogo, jogando bem e convertendo 7 pontos neste período. O Tiago Cerebralix foi melhor defensor que atacante no 2º período. No 4º período a poção fez mais efeito e conseguiria arrancar boas jogadas de ataque convertendo 8 pontos. O Ressaltix esteve muito bem nos ressaltos, obviamente. O Phonix teve boas iniciativas de ataque mas não foi muito feliz. No decorrer do 3º período foi o rei do azar protagonizando uma queda aparatosa, batendo com a anca no chão e com a orelha na cabeça do Speedix, o que levou o generoso e Fiducial coração de mãe a não ser forreta em emoções.


No 2º período destacaram-se por parte do Montijo os guerreiros Ricardo Coelho e o João Edgar.

No 3º período jogámos muito bem. O André Fotocopix defendeu bem e integrou-se muito bem nas jogadas de ataque. Destaco um bom lançamento duplo-longo do Metroeoitentix e a boa atitude defensiva do Filipe.


No 4º período o Tiago, o Diogo e o Jorge tiveram mão muito quente e fizeram a maior parte das despesas de concretização. Neste período destaco também uma boa acção defensiva do Ruben. O último cesto pertenceu ao Diogo, que bem mereceu encerrar o jogo com chave de ouro.


No Montijo, no cômputo geral, destacaram-se os jogadores Miguel carvalho, Ricardo Coelho e João Edgar.


A poção mágica do Barreirense  não é muito misteriosa. O ingrediente principal é ir à luta desde a mais tenra idade, e ser acompanhado por formadores instruídos para se darem as passadas que o alcance da perna permite. Alguns dos nossos Astérixes praticam basquetebol desde os 5 anos. O Basquetebol é a sua 2ª escola. E seria importante que os jogadores não saíssem do clube antes de cumprida a “escolaridade obrigatória”.


Na 1º volta, no Montijo, já tínhamos obtido um confortável resultado de 95-47 ante o Montijo Basket. Neste jogo jogámos concentrados e determinados em praticar o melhor basquetebol de que somos capazes, dignificando o jogo, respeitando as nossas capacidades e respeitando as qualidades do adversário. Os familiares dos jogadores do Barreirense e do Montijo ficaram com a noção que ambos os conjuntos deram o seu melhor e que a diferença no resultado reflecte o caminho que a equipa aldegalega não conseguiu percorrer para que pudesse atingir um resultado menos desnivelado. O que nós notámos em alguns jogadores aldegalegos é que não têm mais de um ou dois anos de prática da modalidade e desse modo a luta torna-se desigual.


E perguntam vocês? Nesta história de Astérix quem foi o Astérix e quem foi o Obélix? O Astérix foram todos os jogadores. O Obélix, esse estava calmamente sentado no banco de suplentes do Barreirense, a fazer a estatística do jogo. Se o nosso seccionista não é o Obélix, pelo menos é parecido com ele porque também é anafadinho e brincalhão (só lhe faltava a perna de javali na mão).


(1) - Um pouco de história: Montijo e Barreiro são cidades desde 1985. Ambas as cidades têm uma história vastíssima e interessante. O nome Montijo foi atribuído por Decreto apenas em 6 de Julho de 1930, sendo a sua anterior designação, desde o Séc. XII, de Aldeia Galega do Ribatejo, daí que se possa designar os seus habitantes por aldegalegos.


O homem do bloco



 09-12-2008


https://arquivo.pt/wayback/20100601104555/http://basket.fcbarreirense.pt/01_Noticias.asp?Noticia=759

27.12.22

Panoramix Consulting Services

Essa poção mirífica que nos tornará invencíveis chama-se inovação. Que bom seria podermos recorrer aos serviços do druida Panoramix, o único economista que conhece a fórmula mágica!

É a buzzword mais repetida em todos os quadrantes da actividade económica e empresarial. A irredutível aldeia portuguesa vê nela o elixir mágico capaz de injectar no tecido produtivo nacional uma força comparável à dos nossos poderosos adversários. Empresários, políticos e académicos multiplicam-se em declarações de fervor a seu respeito, avançando receitas e metodologias várias. Nela concentrámos todas as nossas esperanças, esgotado que está o arsenal competitivo convencional. Essa poção mirífica que nos tornará invencíveis chama-se inovação. Que bom seria podermos recorrer aos serviços do druida Panoramix, o único economista que conhece a fórmula mágica!

Como bem se lembrarão os leitores de Asterix, os ingredientes da poção eram produtos naturais, à vista e à disposição de todos, que o feiticeiro gaulês recolhia tranquilamente na floresta. Havia, é certo, umas ervas especiais cuja localização exacta Panoramix não revelava (sempre desconfiei, aliás, que esse pequeno toque de mistério não era mais do que um golpe de marketing do druida), mas todos os ingredientes eram de acesso público. O segredo, se é que o havia (não seria a mistela um simples placebo?), estava na selecção, dosagem e manuseamento dos componentes. O mesmo acontece com a poção da inovação.

Não restam dúvidas que o mundo de hoje exige comportamentos velozes e inovadores por parte das empresas, mas inovar comporta riscos não negligenciáveis, a que muitos fogem por aversão natural ou por desânimo. Toda a inovação implica uma descontinuidade na cadeia operacional e isso provoca custos de adaptação, mesmo que no final do exercício se obtenham ganhos de produtividade ou de mercado. A inovação nos processos permite aumentar a eficiência industrial, mas não é gratuita - exige tecnologia, expertise, formação e tempo. A inovação nos produtos permite expandir as vendas, mas também custa dinheiro - em marketing research, engenharia, publicidade e tempo. E, sobretudo, é de resultado incerto. Por isso, as duas principais substâncias do elixir da inovação são a qualidade da gestão e a cultura de risco. Mais do que em todos os restantes, é nestes dois ingredientes intangíveis que a receita de sucesso tem o seu princípio activo. A investigação, a tecnologia, a organização em rede, os estímulos públicos, todos integram a fórmula final, mas enquanto elementos bio-assimiladores. Os corantes e odorantes, esses são ao gosto de cada um.

Enquanto não surge a Panoramix Consulting Services, por toda a parte se experimentam fórmulas. Os ingredientes activos e os bio-assimiladores são comuns, mas as dosagens e os processos de amalgamação são bem diferentes. O último barómetro da inovação no mundo empresarial, o Innobarometer, encomendado pela Comissão Europeia à EOS Gallup Europe, dá conta do estado da arte nos 25 países da União com base num extenso inquérito realizado junto de gestores de pequenas e médias empresas (100 em Portugal) e revela alguns factos curiosos. Destaco dois. O primeiro é o bom posicionamento relativo das PME portuguesas quanto à dinâmica de lançamento de novos produtos e à presença em mercados internacionais. Seria interessante monitorar o ciclo de vida e a rendibilidade dessas inovações, mas não deixa de ser apreciável que cem gestores nacionais tenham revelado uma percepção tão positiva. O segundo é o facto surpreendente de Portugal estar acompanhado da Dinamarca e da Suécia no ranking das práticas de investigação - interna, subcontratada ou em rede - entre as PME. Isso mesmo. Ocupamos os três últimos lugares da Europa dos quinze. Dos novos membros, só ficamos com a companhia da República Checa e da Lituânia, sendo ultrapassados pelos restantes. Ele há barómetros?

Luis Nazaré, Jornal de Negócios,17/02/2005

20.1.22

O OBÉLIX do PS

Pegar no PS é acto de coragem com muita margem para o insucesso

Todos nós temos uma especial simpatia pelas figuras da banda desenhada conhecidas por Astérix e o seu fiel amigo Obélix. Este, por ter caído na panela da poção mágica enquanto criança tornou-se um verdadeiro gigante dotado de força física que ninguém usava enfrentar. Os soldados romanos obrigados a combater sofriam consecutivas surras desta besta sobrenatural. Naturalmente tanto peso e tanta força não davam espaço a muita estratégia e sentido táctico mínimo. Era habitual vê-lo, no meio de tantos socos e pontapés, acertar em cheio em alguns dos próprios camaradas da sua aldeia. Muitas vezes sem intenção mas, certamente noutras ocasiões, para acerto de contas. Não fazia mal a uma mosca mas, quando irritado ou provocado, era de fugir pelo estrago que podia fazer.

O PS/Madeira tem muito de aldeia da Bretanha do tempo de César. Infelizmente sem qualquer Astérix. E para infortúnio com muitos Obélix(es). Todas as figurinhas criadas por René Goscinny e Albert Uderzo podiam muito bem ter sido inspiradas nestas duas gerações de partido socialista à madeirense. Teve e tem de tudo. Desde o cantor lírico que não se cala ao druída das mil poções mágicas que garantem vitórias que nunca acontecem. Por mais que se ilustre e aprecie as peripécias das figurinhas minúsculas e resistentes, o que é facto é terem sido os romanos os finais vencedores da invasão da Bretanha. As histórias dos pacóvios bretões são um pouco da luta de quem sempre perde as grandes batalhas e por isso valoriza uma escaramuça que lhe foi favorável ou uma freguesia que lhe presta lealdade.

Quando não podem com os invasores lá vem o inevitável Obélix e tudo é desbaratado. Invariavelmente termina com um repasto de javali e muita bebida.


Tudo isto me veio à cabeça após o recente discurso do líder da JS, Olavo Câmara, na reunião estival da juventude socialista. Uma verdadeira porrada no novo líder socialista Paulo Cafôfo. Aquele mesmo que por eles foi proposto candidato a presidente do governo regional. Um candidato derrotado de seguida eleito líder do partido. E logo vem o filho, em nome do pai, fixar os limites mínimos exigidos pela juventude socialista sob pena de ser despedido. O valente jovem deputado fixou os objectivos obrigatórios.

Olavo foi implacável com Cafôfo. Como faz o inigualável Obélix para quem não gosta ou o incomoda.

E, ao que se percebe, ainda não tem razão para não gostar.

Paulo Cafôfo não tem tido o benefício de boa estratégia, o que é agravado por tácticas absurdas e mal sucedidas. Ou por sua iniciativa ou por mau aconselhamento.

Desde logo a academia da JS devia ter sido realizada depois do congresso do PS. Nessa altura Paulo Cafôfo já seria líder do PS e certamente encerraria a reunião da juventude socialista aproveitando essa excelente oportunidade para reunir e motivar a sua base jovem. Ao contrário nem teve direito de resposta e defesa. E parece não ter tido prévia informação do que aí vinha.

Julgo que Paulo Cafôfo não quer perceber onde está metido.

O problema do PS é o próprio PS. O seu percurso ao longo destas quatro dezenas de anos em nada melhorou a sua intervenção política. É tudo muito complexo, contraditório, dividido, agrupado por famílias e sempre com liderança ambígua e frágil. Pegar no seu motor é acto de coragem com muita margem para o insucesso.

Um seu destacado dirigente e deputado regional afirmou que “o modelo e as estratégias do passado já não servem”. O PSD agradece a publicidade, pois foi exactamente o PSD que, há muito tempo, percebeu essa realidade. Toda a gente percebe que o actual PSD de Albuquerque nada tem de parecido com a anterior prática política. O modelo é outro, a estratégia é distinta e o rumo sem paralelo.

O problema principal do PS é que sempre percebe mais tarde que o PSD. E se tem algo de novo tem de apresentar.

Pior ainda foi alguém sugerir o sofrimento associado à resistência dos socialistas perante a supremacia social-democrata. Engana-se. Resistência que se louve é a dos portugueses à sucessiva destruição pela governação do partido socialista.

Arrepia verificar que no manifesto, ontem distribuído com o Diário, nem uma palavra sobre transportes ou mobilidade. Nem é prioridade na agenda do PS nem fez parte do discurso de Paulo Cafôfo. Custa a crer.

Começar uma nova liderança com uma discussão sobre nomeações de assessores é fugir às prioridades de uma Região que atravessa uma pandemia sem qualquer ajuda do Estado. É reavivar o escândalo dos “boys for the job” que o governo nacional do PS acautela aos seus militantes e respectivos familiares. E que tem no presidente do PS, Carlos César, o recorde de familiares com emprego público.

É um começo sem qualidade e nenhuma preparação. Muito menos ainda porque nenhum impacto.

PS (post scriptum e partido socialista): dói ver a palavra “região” escrita com minúscula inicial.

Miguel de Sousa, Diário de Notícias da Madeira, 24/09/2020

1.11.19

Miguel Salazar


https://miguelsalazar.blogs.sapo.pt/273934.html

Por estes dias, os nossos vizinhos do enclave Marroquino têm mais uma fantasia, sendo esta particularmente curiosa: agora acham que são Romanos. Mas é uma fantasia que tem tanto de curiosa como de recente. E de tão recente que é, ainda não lhes permitiu aperceberem-se de que, naquele tempo, os soldados de Roma eram Legionários e não "Gverreiros", como eles parecem supor. Mas enfim, como a fantasia é deles…

E foi no delírio de mais uma fantasia que eles vieram a Guimarães.

Apesar de os Vimaranenses não apreciarem muito este tipo de palhaçadas, a verdade é que estamos quase no Carnaval e como bons anfitriões que sempre fomos, não poderíamos recusar-lhes essa fantasia tão pueril.

A bem da diplomacia internacional, foi com uma enorme condescendência que entramos nesta fantasia, fazendo a representação de uma aventura de Astérix e Obélix, com Júlio Mendes fantasiado de Abraracourcix (o Chefe da irredutível aldeia gaulesa), Rui Vitória de Panoramix (o Druída), Paulo Oliveira de Cétautomatix (o Ferreiro), Douglas de Obélix e Barrientos de Astérix.

Com o incentivo do Chefe da aldeia, a poção mágica do Druída, o volume de Obélix (que não deixava sequer muito espaço para as bolas poderem entrar), a argúcia de Astérix, a irredutibilidade de Cétautomatix e a abnegação e empenho de todos os restantes gauleses da aldeia, esta espécie de Romanos não teve a mais pequena hipótese, acabando por sucumbir tal como sempre acontecera nestas histórias escritas pelo saudoso René Goscinny.

Foi apenas mais uma aventura igual a tantas outras já vividas por estes irredutíveis gauleses, com os Romanos a serem derrotados e humilhados, vítimas da sua própria arrogância. Bem, igual igual, não foi, porque se tivesse sido, não poderia ficar para José Peseiro a interpretação do papel do bardo Assurancetourix, durante o banquete final. O que foi rigorosamente igual, foi o facto de ninguém querer mesmo ouvir aquilo que ele tinha para dizer. Tal como acontecia com o bardo, melhor teria feito José Peseiro, se tivesse ficado calado.

Menos bem terá corrido o regresso das hordas ao seu acampamento em terras do enclave. Eu deveria dizer "Legiões", é verdade, mas para isso era preciso que eles quisessem ser "Legionários". Como afirmam ser "Gverreiros"...

A aventura destes Marroquinos armados em Romanos, teve as suas particularidades, mas suponho que é mesmo assim.

Afinal, cada um manda na sua fantasia, não é verdade ?...

José Rialto, 19 de Janeiro de 2013

Também não percebo o porquê de se chamar aos Bracarenses de Marroquinos. E se fores ver ao dicionário, guerreiros, são homens da guerra, logo soldados.

Não tentes gozar com o facto de os bracerences usarem isso, não vale a pena, é uma grande história dos Romanos em Braga e eles devem ter todo o orgulho em usar isso para os defenir....

Anon a 21 de Janeiro de 2013 às 00:57

Estamos de acordo sobre o direito que assiste aos bracarenses de usarem o seu passado romano para desencantarem novas tradições.

Agora, esse direito não pode é colidir com o meu de poder brincar com o facto.

E se por acaso tiver o cuidado de reparar, eu brinco com as situações, satirizo-as, mas sem nunca ser ofensivo.

Quanto ao primeiro parágrafo do seu comentário, por muitas voltas que dê, meu caro, nunca os Romanos chamaram Guerreiros aos seus Legionários. Não que não o fossem, mas não se chamavam assim, percebe?.

Guerreiros, no sentido de homens da guerra, também o são os nossos Comandos, Fuzileiros ou Rangers, os Marines americanos ou os Gurkhas ingleses.

A diferença está em que nunca nenhum deles ficou conhecido por "Guerreiro".

Tal como acontecia com os Legionários Romanos.

Os de Roma, claro, porque em relação aos de Braga... tudo é possível...

Miguel Salazar a 21 de Janeiro de 2013 às 23:55

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