Mostrar mensagens com a etiqueta 20-10. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta 20-10. Mostrar todas as mensagens

18.2.26

Workshop

 


14 de Janeiro, 2013

Workshop de cartoon político Ar.Co - professor Nuno Saraiva

Óbelix.©Carolina Moreira

Sol

12.10.23

Astérix na Lusitânia

Astérix na Lusitânia. O desafio está lançado

Editor português fez a sugestão ao argumentista da banda desenhada dos "irredutíveis gauleses", que têm uma nova aventura aos quadradinhos passada na Escócia.

Astérix, o gaulês, e o seu inseparável amigo Obélix estão de novo em acção. “Asterix entre os Pictos” é a sua nova aventura. O livro está a ser lançado hoje em todo o mundo, com novos autores mas a mesma estética e o sentido de humor de sempre.

Os heróis de banda-desenhada Astérix e Obélix nunca estiveram em terras lusas, mas isso pode mudar. O desafio foi lançado pelo editor português ao novo argumentista Jean-Yves Ferri.

Para quando o livro “Astérix na Lusitânia”? Vítor Silva Mota, editor da ASA infantil e da ASA BD, diz que “material não falta” e que a semente pode ter sido lançada durante a recente visita de Jean-Yves Ferri a Portugal.

“Nós, Portugal e editora ASA, tivemos o privilégio de acolher cá o novo argumentista, autor do texto, no mês passado, ele visitou aqui alguns locais e, brincando com ele, lancei-lhe esse desafio e dei-lhe vários exemplos de coisas que podiam ser utilizadas. É evidente que não ficou aí nenhum compromisso mas, se calhar, ficou lançada a semente e agora é uma questão de esperar”, disse Vítor Silva Mota, em entrevista à Renascença.

Tal como os lusitanos, a pequena aldeia de Astérix também não se deixava governar pelo poderoso Império Romano. O editor reconhece algumas semelhanças entre os heróis da banda-desenhada e os portugueses, mas sublinha que isso também acontece com outros povos devido à universalidade da obra.

“Penso que aquele espírito de irredutíveis gauleses existe, um bocado, em todos os povos, cada um à sua maneira, cada um com a sua história, com os seus episódios, terá um bocadinho esse orgulho patriótico e nacionalista. Ao longo da nossa história temos vários episódios que nos poderiam aproximar desse mesmo espírito mas, enfim, não podemos esquecer que outros povos têm iguais razões para fazerem essa aproximação."

A missão de Astérix: "divertir-nos muito”

O primeiro livro, “Astérix, o Gaulês”, foi lançado em 1961. O que nos ensinaram desde então  as aventuras dos “irredutíveis”? "Aprendemos muitas coisas (risos), sobretudo, a divertirmo-nos muito”, responde o editor da ASA BD.

“O âmago de tudo isto é divertir o leitor. Obviamente que há um fundo histórico por trás que é devidamente documentado. As histórias são de facto divertidas, são descontraídas, mas têm nas entrelinhas um fundo histórico verídico. De alguma maneira, há ali uma aprendizagem, pelo menos, um olhar diferente sobre a realidade daquela época, estamos a falar de 50 anos A.C., em pleno Império Romano. Ao longo destas 35 aventuras há uma redescoberta de alguns aspectos históricos das aventuras e do tempo em que elas se passaram."

 “Astérix e os Pictos” chegou esta quinta-feira às livrarias portuguesas e marca a estreia do argumentista Jean-Yves Ferri e do desenhador Didier Conrad, depois da reforma de Albert Uderzo e da morte de René Goscinny.

Vítor Silva Mota diz que a dupla de criadores mudou, mas “os leitores podem esperar um Asterix à antiga com tudo aquilo que nós conhecemos: com todos os trocadilhos que são bem conhecidos, os jogos de palavras, com romanos, com uma poção mágica”.

Ricardo Vieira, RR, 24/10/2013

Astérix e a Transitálica: foi o Éder que os lixou

As aventuras de Asterix citam quase todos os povos que habitavam o antigo Império Romano, mas com referências aos actuais povos europeus. Esse jogo anacrónico e todos os equívocos a que se presta sempre foi, aliás, o mais brilhante artifício narrativo da série. Acontece que os lusitanos, em que nós portugueses gostamos de nos filiar historicamente, foram sempre o povo mais esquecido e apenas por uma vez caricaturado ao longo de 36 álbuns. Aconteceu em O Domínio dos Deuses (1971), numa breve aparição que mostrava uns homens de baixa estatura, calvos, bigode farfalhudo, extremamente simpáticos e bem educados. Houve uma outra alusão breve em Asterix o Legionário (1967), quando um centurião cantava “Lavadeiras da Lusitânia”, numa referência à canção de Jacqueline Francois, “Les lavandières du Portugal”, de 1965. E era tudo.

Em Astérix e a Transitálica, o 37.º álbum da série que é hoje lançado, os lusitanos ocupam enfim um lugar de relevo e protagonizam um dos momentos altos nesse jogo de espelhos entre Antiguidade e actualidade que é genético em Astérix. São uma espécie de piada que se vai desenvolvendo lateralmente ao longo de toda a aventura.

Na história, todos os povos sob o domínio de Roma são convocados para uma corrida de carros através de toda a península itálica. Ora, nesta espécie de campeonato da Europa da Antiguidade, os lusitanos são os últimos a chegar, estão sempre atrasados na corrida, não são especialmente brilhantes e no final, sem perceberem bem como nem porquê, acabam por ficar com a taça. Faz lembrar alguma coisa?

A piada, escrita por franceses, revela bem a dimensão da dor de cotovelo que os mói desde Julho de 2016. O que interessa aqui, porém, é que esse é talvez o melhor anacronismo que vamos encontrar nestas 46 páginas. E isso, infelizmente, não é dizer grande coisa.

A verdade é que depois do magnífico O Papiro de César, o segundo álbum por Jean-Yves Ferri e Didier Conrad e o primeiro sem qualquer supervisão do criador Albert Uderzo, a dupla fica um pouco aquém do que prometia. Os textos de Jean-Yves Ferri continuam competentes e tudo se desenvolve a bom ritmo – apesar do final ser desnecessariamente abrupto — e há uma mão cheia de gags que nos espremem sorrisos. Por outro lado, o traço de Didier permanece seguro e o desenhador continua a mostrar-se capaz de criar novas personagens – as entradas de Alain Prost e Silvio Berlusconi são muito bem conseguidas – e de actualizar outras sem lhes roubar a identidade ou causar estranheza aos militantes irredutíveis. É tudo bonzinho, mas não sobra um diálogo memorável, uma piada gráfica de antologia, uma prancha para arquivar no Olimpo da série. 

Mas respondendo à pergunta que conta: vale os 10.90€? Pois claro que vale. Depois de ter batido no fundo com O Céu Cai-lhes Em Cima da Cabeça, o 34.º álbum, a coisa já dava bons sinais no anterior Astérix e os Pictos (o 35º, ainda supervisionado por Uderzo) e consolidou-se com o excelente O Papiro de César. Agora marca passo, mas continuamos a um nível bastante recomendável. Bem podem agradecer ao Éder.

João Pedro Oliveira, Time Out, 19/10/2017

19.9.23

Viseu 2011


O XVII Salão Internacional de Banda Desenhada de Viseu realizou-se de 10 a 21 de Setembro de 2011 na Feira de S. Mateus.

http://tintinemportugal.blogspot.com/2011/09/tintin-em-viseu.html 

14.9.22

Fun Farrow

A Cifranca, Lda era a dona da cadeia de lojas FunFarrow, onde comercializavam artigos de vestuário destinados ao público infanto-juvenil das marcas Astérix®, Billabong®, Quick Silver®, entre outras.

O inglês Michael Cooke visitou umas das lojas no Porto e adquiriu vários produtos e material de promoção.





23.5.22

Astérix entre os portugueses - 2011


"Astérix entre os portugueses"

Festival internacional de Banda Desenhada da Amadora 2011

video de Jorge Macieira

https://www.youtube.com/watch?v=Wp8xRXNPVxo

EXPOSIÇÃO

Há 50 anos, Astérix era publicado pela primeira vez em Portugal e pela primeira vez fora do mercado francófono - na revista "Foguetão", que o grafava Asterix. Essa estreia dava-se ano e meio após o seu nascimento na Pilote, a 29 de Outubro de 195, e era o início de uma sólida relação entre o pequeno guerreiro gaulês e os leitores portugueses que nunca mais o perderam de vista.

Astérix em edições para-BD

Para lá das revistas e álbuns, a popularidade de Astérix em Portugal fez com que ao longo dos anos o pequeno guerreiro gaulês tenha protagonizado diversas edições para-BD como álbuns de homenagem, adaptações dos filmes, livros-jogos, cadernos escolares, postais, agendas, etc



22.12.21

Rui Pimentel


Uma História da Arte Mundial é, mais do que uma visão pessoal de Rui Pimentel sobre a História da Arte, uma homenagem aos seus principais actores, os artistas.

A exposição é composta por painéis pintados para decorar o tecto da sala da sua casa de Estremoz onde instalou a biblioteca, povoando-a assim com os retratos caricaturados dos autores que estão representados nas prateleiras.

Naturalmente que a escolha dos retratados é muito pessoal e incide nos autores e nas temáticas favoritas de Rui Pimentel e de sua mulher, Elisabete: a pintura e escultura, o cinema, a banda desenhada, a história e a literatura.

Ficaram de fora outros temas que também fazem parte das suas preferências, por uma absoluta falta de espaço, desde logo o cartoon e caricatura, mas também a filosofia, a fotografia, a arquitectura ou a música.

Estes painéis começaram a ser pensados em 2005, com a escolha das personagens, que foram depois desenhadas em 2007 e pintadas entre 2012 e 2015.

“Muitas personagens tiveram de ser eliminadas das listas originais por falta de espaço. A escolha feita é passível de ser criticada – porque aparece tal personagem e não outra? – Esta é a minha escolha pessoal, algumas personagens têm a ver com o meu gosto pessoal, ou com a maneira como elas passaram pela minha vida: tentei não representar escritores de que não tivesse lido um livro, ou um cineasta de que não tivesse visto um filme, por exemplo.” Rui Pimentel

Em alguns temas, as personagens fazem-se acompanhar das suas obras mais relevantes, como é o caso da literatura, do cinema e da pintura e a escultura.

Já no caso da BD o autor optou pela representação das personagens, por ser mais sugestiva do que a representação dos autores, em geral desconhecidos do público (e que se desdobram em muitos casos em argumentistas, desenhadores, coloristas, etc); aqui são poucos os casos em que o representado é o próprio autor, não só porque as personagens criadas por esses desenhadores não são tão reconhecíveis como outras criações da história da BD. Estão, neste caso, os quatro autores portugueses representados: E.T.Coelho, José Ruy, José Garcês e Augusto Trigo.

As personagens são representadas numa sucessão cronológica, todas com a mesma dimensão (aproximadamente o tamanho de um A4), tratadas com um estilo entre o retrato e a caricatura.
Nos painéis que se destinam ao tecto, as personagens são pintadas sobre um fundo envolvente de tinta dourada, numa referência ao tecto bizantino em mosaicos da igreja de São Marcos em Veneza.

Nos painéis que se destinam ao friso superior das paredes, os da literatura, o fundo escolhido é branco, para marcar uma continuidade com a própria parede.

Na exposição optámos por não recriar este efeito de tecto, e colocámos os painéis na parede para proporcionar uma relação mais cómoda do visitante com cada uma das personagens.

Esta forma de expor proporciona uma leitura muito diferente da que será feita com a colocação definitiva dos painéis na biblioteca, como elemento decorativo: esse efeito – de “Capela Sistina”, como foi chamado por Rui Pimentel no início do trabalho – é apresentado na exposição sob a forma de uma maquete.

Os retratos assim dispostos, lado a lado nas paredes da sala, mimetizam a própria biblioteca, como se fossem as lombadas dos livros colocados nas estantes, permitindo um passeio pela História da Arte Mundial, divertido e em grande intimidade com os seus actores, pela mão de Rui Pimentel.

http://divulgandobd.blogspot.com/2017/02/exposicao-de-rui-pimentel-no-museu.html

9.11.21

Asteriz


Astérix sobre tela - da autoria de José Abrantes

Formato A 4, photoshop sobre tela, 100 

http://jose-abrantes.blogspot.com/2011/07/asterix-sobre-tela.html


21.10.21

Gaula

Da freguesia dos irredutíveis gauleses para o Funchal. E Lisboa?

A analogia faz-se sozinha. Há uma freguesia da Madeira, Gaula, resistente ao jardinismo como nenhuma outra nos últimos 37 anos, de onde sai um movimento de cidadãos, protagonizado por dois irmãos, que se diz detentor de uma “poção mágica” que o torna poderoso no meio partidário e que desde domingo é a quarta força do parlamento regional. O gentílico de Gaula? É gaulês, claro.

Na freguesia onde tudo começou, Filipe Sousa até já foi conhecido por Filipix, dadas as coincidências com a “aldeia povoada por irredutíveis gauleses” que, no início de cada livro do Astérix, “resiste agora e sempre ao invasor”, o Império Romano. Como na banda desenhada, este fundador do Juntos Pelo Povo recusa-se a revelar o segredo da “poção mágica”, como lhe chama, que fez com que o partido criado em Janeiro conseguisse chegar em dois meses ao parlamento regional, com uma representação (cinco lugares) igual à do PS-Madeira. O irmão Élvio Sousa também fala na “tal poção”, mas lá adianta alguns ingredientes: “Fazemos um trabalho quotidiano junto das populações. As pessoas criticam os partidos que estão em contacto apenas nos momentos eleitorais mas depois disso se fecham nos gabinetes.”

Filipe e Élvio têm nove anos de diferença (o primeiro tem 50, o segundo 41) e, juntamente com um conjunto de cidadãos independentes de Gaula, fundaram o movimento Juntos Pelo Povo (JPP) em 2008 para contrariar a “lógica partidária”. “A partidarite condiciona os autarcas”, argumenta convicto.

No ano seguinte candidataram-se à Câmara de Santa Cruz, roubaram a maioria absoluta ao PSD e passados quatro anos Filipe foi eleito presidente. Descontente com os partidos, atende o i à primeira, num contacto simples para a câmara. “Espere um pouco, vou fechar a porta... É fácil apanhar-me, sim, tão fácil que a porta está sempre aberta.” Num madeirense pausado fala do descontentamento com os partidos e conta o seu percurso político no poder local. Entrou em 1997, como candidato independente nas listas do PS à freguesia de Gaula, que tem pouco mais de 4 mil habitantes, a agricultura como principal actividade e “em 36 anos de poder jardinista foi a única onde a oposição contrariou sempre a hegemonia laranja” na Madeira, sublinha. Desliga-se do PS, funda o movimento e a história segue até ao parlamento regional.

Legislativas Para concorrer numas eleições que não as autárquicas, o JPP teria de se constituir partido. Filipe torceu o nariz, “receava a partidarite que estraga em muito a resolução dos problemas”, argumenta. Mas “a ideia era levar o projecto mais além”, diz, conformado com o que acabou por acontecer num curto espaço de tempo.

No início de Fevereiro deste ano o JPP foi legalizado. “Não estávamos a contar com este acto eleitoral.” A frase é de Élvio, que encabeçou a lista às legislativas e ouviu o irmão avisar, nos dias seguintes, que “é preciso ter cuidado que ainda nos cai o bebé nos braços. E caiu. Agora há que amamentá-lo”, acrescenta Filipe Sousa que, na altura, estava sobretudo preocupado com a composição das listas. Afinal havia hipótese de eleger mais de um deputado. “Basta uma andorinha para estragar a Primavera”, atira o autarca para justificar a cautela. O provérbio popular não é este, mas no JPP também não foi devagar que se foi longe. E a meta pode nem sequer estar na Assembleia Legislativa sediada no Funchal.

A Assembleia da República está no horizonte do JPP. Até porque, lembra Élvio Sousa, o partido tem “uma base considerável de apoios na Grande Lisboa, no meio académico, empresarial e da cidadania”, diz ao i. O congresso nacional deve realizar-se em Maio, e aí o JPP “vai reflectir sobre as legislativas e ponderar seriamente a apresentação de uma candidatura”.

O agora deputado da Assembleia Legislativa da Madeira é também o presidente da Junta de Freguesia de Gaula, onde vai manter-se em funções. É arqueólogo, formado na Universidade de Lisboa, e investigador na área da arqueologia da expansão portuguesa. Não gosta de colar o JPP a ideologias. “É composto por muitos homens e mulheres que não se identificam com a dicotomia esquerda/direita”, garante ao mesmo tempo que aponta como prioridade a área social – “Se isto é esquerda ou direita...” “Nunca fui militante e 99% dos deputados ou autarcas do JPP também não. O melhor da política está nos cidadãos”, diz ainda no ritmo da ladainha de campanha daquele que foi alvo de ataque frequente dos partidos tradicionais durante o último mês.

O JPP vai ocupar cinco cadeiras no parlamento regional e propõe-se ter um gabinete móvel de apoio à população, para sustentar e dar a conhecer as propostas sociais do partido. Há uma coisa que recusou na campanha e mantém como lema: não a coligações. “Há uma filosofia e isso quebraria a confiança com os cidadãos. Jamais poremos a hipótese de acordo.” Bom, há um possível. Os irmãos são ambos músicos. Élio toca viola e harmónica nos SOS (Somos o que Somos), uma banda de originais de blues e rock. Filipe tocou, na adolescência, nos Chacal (“É um animal que come carne podre e as nossas letras atiravam aos podres da sociedade”, explica o autarca). “Um dia ainda fazemos uma banda com o actual presidente do governo regional, que toca piano.” Élvio ri-se, garantindo que com Miguel Albuquerque só mesmo na música. Será?

01/04/2015
https://ionline.sapo.pt/131752

14.9.21

Carlinha


Sinto-me como que na aldeia dos gauleses eheheh .... Astérix de um lado, Obélix do outro, o canito ideiafix sempre a ladrar, (hoje gordito e já com óculos, tadito).... e com a La Roussette, galinha de Abraracourcix, o chefe da aldeia, a cacarejar como há muito não ouvia.!!

Vou mas é pedir uma poção mágica ao Panoramix, a ver se me safo, eishhh!
lololololol

https://camaroteleonino.blogs.sapo.pt/ha-quem-pensa-que-e-o-pai-do-3160231

26.8.21

Opinião - Rui Zink


OPINIÃO
Astérix au Portugal
Pessoas cinzentas para quem o dinheiro é tudo decidiram chatear quem, vivendo melhor ou pior, se dedicava às indústrias criativas.

O que é um autor? O fisco sabe. O que são direitos de autor? O fisco sabe. Durante décadas, o trabalho criativo tinha benefícios fiscais. Antes de pensarem no Abuso e no Privilégio (palavras que, amarga ironia, cada vez mais estão a ser utilizadas contra os fracos), peço para se lembrarem de uma coisa: poucas classes como a dos artistas fazem tanto trabalho pro bono. Sobretudo no Natal: “Os direitos de autor deste disco/livro/etc. reverterão para…” As escolas não têm dinheiro para pagar a escritores, músicos, actores? Convidam-nos.

Eu já me habituei a puxar do cartão de militante da JSD sempre que recebo um “convite”. Porque de antemão sei que é uma borla. Entrementes, na cabeça do neofisco, sou um chulo da nação, uma cigarra preguiçosa. Tá mal. Mas eles acham que nos andámos a divertir durante demasiado tempo.

E agora o fisco-formiga vem vingar-se das cigarras. É normal. Numa época em que se celebra o empreendedorismo, onde a economite é a nova dinamite e o negocismo o novo ideologismo (isto é, Nova Verdade Absoluta), pessoas cinzentas para quem o dinheiro é tudo decidiram chatear quem, vivendo melhor ou pior, se dedicava às indústrias criativas. Avanço com um exemplo: uma conferência já não é reconhecida pelos contabilistas como trabalho criativo. Então é o quê? “Autopromoção”, já calhou responderem com o sorrisinho sacana de quem pode & manda.

É a vingança dos contadores de dinheiro contra os contadores de histórias. O regime fiscal magoa e mói. A graça é que, como em tempos de antanho, quem tem a navalha maior é que decide o que é o quê.

A situação não é inédita. É um retrocesso, mas não é inédita. No tempo em que os livros eram apreendidos pela PIDE, o agente da autoridade tinha um poder maior do que o mais severo crítico literário: o de tirar a obra da circulação e, eventualmente, mandar o autor para o merecido banho de cadeia. José Vilhena fez um livro cujas ilustrações eram, todas-todinhas, reproduções de obras-primas da arte, de Goya a Munch. Isso não impediu que dezenas de agentes da PIDE e da PSP o apreendessem com o argumento, repetido, de “conter imagens pornográficas”. Nunca se pode ter razão, não sobretudo contra a Arrogância da Ignorância. (Verdade seja dita que Vilhena estava a pedi-las: o livro em questão chamava-se A Cama.)

Em 1990 os Felizes da Fé fizeram um teatro em forma de manif na Rua Augusta, de “apoio aos países em vias de extinção”. A polícia veio em estado de alerta, porque era uma manifestação ilegal. Havia cartazes ameaçadores como este meu favorito: “Alemanha há só uma/as duas e mais nenhuma.” De nada serviram os protestos dos detidos de que era teatro de rua numa rua adequada para a função, e por isso não carecia de nada. As autoridades insistiram, surdas como só as autoridades sabem ser: queriam o papelinho do Governo Civil. Não havia, não houve, e os actores lá foram presos. É como diz Fernando Pessoa: nunca se pode ter razão, nem na Rua Augusta.

Este regresso triunfal da estupidez não é felizmente exclusivo nacional. Em França, em 2011, um fiscalista de génio tentou um belo golpe que, tivesse resultado, seria o açambarcar da galinha dos ovos de ouro. O belga Uderzo acumulara durante 50 anos milhões como co-autor do Astérix. E agora vinha o genial contabilista explicar que tal fora um lamentável erro a carecer do justo correctivo: Uderzo recebera como co-autor quando devia ter recebido apenas como mero ilustrador. Um golpe notável: porque, deixasse Uderzo de ser considerado autor, teria de devolver o pilim “irregularmente recebido” como direitos de autor. Muito dinheirinho para construir a Nova França de Sarkozy. Por azar, Uderzo tinha bons advogados (o dinheiro dos direitos também serve para isso) e a indignação geral – mundial mesmo – acalmou os ânimos do fisco e fez recuar o esbulho.

Se nada for mudado – e os artistas não tiverem um bocado de coragem –, 2015 arrisca-se a ser um ano ainda mais negro do que o costume para muitos e muitos autores portugueses. Não é só uma questão de dinheiro: é também uma questão de princípio. (E, receio, de fim.)

Rui Zink
Público, 22 de Dezembro de 2014

https://www.publico.pt/2014/12/22/opiniao/opiniao/asterix-au-portugal-1680133

22.7.21

Por toutatis!

Astérix - Um Património fora do vulgar

17 de maio a 1 de junho 2014
Museu nacional da Imprensa

11.7.21

Sanjoanix


14 MAI 2017 - 21h45 [90 min]

Sanjoanix

Casa da Criatividade

O humorista Pedro Neves completou em 2017, 15 anos de missão. Preparou um espetáculo especial que fala das suas origens e das características do povo da sua região. Um espetáculo de S. João da Madeira, sobre S. João da Madeira.

Evento integrado nas comemorações do 33.º aniversário da elevação de S. João da Madeira a cidade.

PÚB. M/12 anos // Entrada 5€ // Org. CMSJM





8.4.21

O maior de todos os tesouros



Fanzine cujas personagens sugerem algumas semelhanças com alguns dos protagonistas de Astérix.

Fantasia em que participam alguns animais falantes e com um fundo cómico. Coordenação de Paulo Monteiro.

21  |  Câmara Municipal de Beja- Atelier de BD - Toupeira - Bedeteca de Beja | 2009-05 | PT
Colecção TOUPEIRA nº5 | 20 pag; 17 x 24 cm; P.B.;400 ex;

Autor Carlos Rocha

+ informações ISBD

http://alpiarca.pt/fanzineteca/index_pesquisa.php



http://bongop-leituras-bd.blogspot.com/2013/04/a-palavra-dos-outros-o-maior-de-todos.html

22.2.21

A vitória de uma “Pequena Aldeia”!

JULY 13, 2016

A VITÓRIA DE UMA “PEQUENA ALDEIA”!

Primeira página do i, edição de 11/7/2016, que reproduzimos com a devida vénia, felicitando o jornal pela sua criatividade. Herói da BD bastante popular no nosso país — onde se tornou conhecido desde 1961, rivalizando com Tintin —, é, no entanto, a primeira vez que vemos Astérix empunhar a bandeira portuguesa, em homenagem aos heróis desportivos que no Stade de France, e sem ajuda de nenhuma poção mágica, resistiram também ao assédio de adversários mais poderosos. Gália e Lusitânia juntas contra os “romanos”… eis uma mensagem (sub-reptícia) que devia ultrapassar as fronteiras do futebol. Obrigado, Astérix! Parabéns, Selecção!

Jorge Magalhães (1938/2018)
https://ogatoalfarrabista.wordpress.com/2016/07/

 

imagem encontrada no facebook da Rádio Regional Sanjoanense

 

Publicação em destaque

Bartoon

Que o popularíssimo herói de BD Astérix passou das mãos de Uderzo, exímias a desenhar criativamente, para as de Didier Conrad (e se Goscin...