27.12.22

Panoramix Consulting Services

Essa poção mirífica que nos tornará invencíveis chama-se inovação. Que bom seria podermos recorrer aos serviços do druida Panoramix, o único economista que conhece a fórmula mágica!

É a buzzword mais repetida em todos os quadrantes da actividade económica e empresarial. A irredutível aldeia portuguesa vê nela o elixir mágico capaz de injectar no tecido produtivo nacional uma força comparável à dos nossos poderosos adversários. Empresários, políticos e académicos multiplicam-se em declarações de fervor a seu respeito, avançando receitas e metodologias várias. Nela concentrámos todas as nossas esperanças, esgotado que está o arsenal competitivo convencional. Essa poção mirífica que nos tornará invencíveis chama-se inovação. Que bom seria podermos recorrer aos serviços do druida Panoramix, o único economista que conhece a fórmula mágica!

Como bem se lembrarão os leitores de Asterix, os ingredientes da poção eram produtos naturais, à vista e à disposição de todos, que o feiticeiro gaulês recolhia tranquilamente na floresta. Havia, é certo, umas ervas especiais cuja localização exacta Panoramix não revelava (sempre desconfiei, aliás, que esse pequeno toque de mistério não era mais do que um golpe de marketing do druida), mas todos os ingredientes eram de acesso público. O segredo, se é que o havia (não seria a mistela um simples placebo?), estava na selecção, dosagem e manuseamento dos componentes. O mesmo acontece com a poção da inovação.

Não restam dúvidas que o mundo de hoje exige comportamentos velozes e inovadores por parte das empresas, mas inovar comporta riscos não negligenciáveis, a que muitos fogem por aversão natural ou por desânimo. Toda a inovação implica uma descontinuidade na cadeia operacional e isso provoca custos de adaptação, mesmo que no final do exercício se obtenham ganhos de produtividade ou de mercado. A inovação nos processos permite aumentar a eficiência industrial, mas não é gratuita - exige tecnologia, expertise, formação e tempo. A inovação nos produtos permite expandir as vendas, mas também custa dinheiro - em marketing research, engenharia, publicidade e tempo. E, sobretudo, é de resultado incerto. Por isso, as duas principais substâncias do elixir da inovação são a qualidade da gestão e a cultura de risco. Mais do que em todos os restantes, é nestes dois ingredientes intangíveis que a receita de sucesso tem o seu princípio activo. A investigação, a tecnologia, a organização em rede, os estímulos públicos, todos integram a fórmula final, mas enquanto elementos bio-assimiladores. Os corantes e odorantes, esses são ao gosto de cada um.

Enquanto não surge a Panoramix Consulting Services, por toda a parte se experimentam fórmulas. Os ingredientes activos e os bio-assimiladores são comuns, mas as dosagens e os processos de amalgamação são bem diferentes. O último barómetro da inovação no mundo empresarial, o Innobarometer, encomendado pela Comissão Europeia à EOS Gallup Europe, dá conta do estado da arte nos 25 países da União com base num extenso inquérito realizado junto de gestores de pequenas e médias empresas (100 em Portugal) e revela alguns factos curiosos. Destaco dois. O primeiro é o bom posicionamento relativo das PME portuguesas quanto à dinâmica de lançamento de novos produtos e à presença em mercados internacionais. Seria interessante monitorar o ciclo de vida e a rendibilidade dessas inovações, mas não deixa de ser apreciável que cem gestores nacionais tenham revelado uma percepção tão positiva. O segundo é o facto surpreendente de Portugal estar acompanhado da Dinamarca e da Suécia no ranking das práticas de investigação - interna, subcontratada ou em rede - entre as PME. Isso mesmo. Ocupamos os três últimos lugares da Europa dos quinze. Dos novos membros, só ficamos com a companhia da República Checa e da Lituânia, sendo ultrapassados pelos restantes. Ele há barómetros?

Luis Nazaré, Jornal de Negócios,17/02/2005

23.9.22

I de Interessante


O jornal I (Inevitável) tem publicado algumas capas infelizes nomeadamente na edição de fim de semana.

No entanto na edição de dia 16/09/2022 foi publicada uma capa com desenho de Óscar Rocha e que recorreu a Astérix e aos seus amigos para retratar algumas desventuras do partido Chega.

https://largodoscorreios.wordpress.com/2022/09/22/chega-de-aventuras





14.9.22

Fun Farrow

A Cifranca, Lda era a dona da cadeia de lojas FunFarrow, onde comercializavam artigos de vestuário destinados ao público infanto-juvenil das marcas Astérix®, Billabong®, Quick Silver®, entre outras.

O inglês Michael Cooke visitou umas das lojas no Porto e adquiriu vários produtos e material de promoção.





8.9.22

Astérix chegou a Portugal "de foguetão"


"Astérix, o guerreiro gaulês" começou a ser publicado em Portugal cerca de ano e meio depois da sua estreia em França, aparecendo discretamente no interior do semanário "Foguetão", ao lado de Kim Novak, a "estrela da semana" nessa edição de 4 de Maio de 1961.

O "Foguetão" era mais um título da E.N.P., que já editava o "Cavaleiro Andante", e tentava ocupar um outro nicho de mercado, mais vasto, com uma publicação que era o dobro do tamanho e custava então 2$50 escudos - francamente caro, para a época.

Apostava-se em séries inglesas de reconhecido sucesso, como Sexton Blake e Dan Dare (vindo da Eagle), mas essencialmente em valores seguros da escola franco-belga, como Jean Valhardi (Spirou), Blake e Mortimer e Tintin (ambos da revista Tintin).

A grande novidade era, porém, o material comprado ao francês Pilote, como os célebres Pilotorama, da última página, Michel Tanguy e Astérix.

Adolfo Simões Muller, director do efémero semanário - só durou 13 números - ainda não sabia, mas acabava de apadrinhar mais um campeão de popularidade, ele que já lançara em Portugal títulos como Tintin, Lucky Luke e Blake e Mortimer.

Com o fim do "Foguetão" as histórias ficaram incompletas e terminariam todas no Cavaleiro Andante.

Astérix voltaria às páginas da imprensa portuguesa a 13 de Maio de 1963, no "Zorro", com a segunda aventura dos gauleses, "A Foice de Ouro".

Depois, seria necessário esperar até 1 de Junho de 1968, para o "Tintin" apresentar "Astérix e Cleópatra", sucedendo-se então os títulos, quase sem interrupções.

A primeira edição portuguesa em álbum é de 1967, da Ibis, passando o título para o espólio da Bertrand por muitos anos. Em 1988 a Verbo ficou com os direitos da série, editando "O Grande Fosso" e mais três álbuns.

Com "A Rosa e o Gládio", em 1991, Astérix passa a ser a "coroa de glória" do catálogo da Meribérica. A perda dos direitos para a ASA, há quatro anos, acelerou a falência daquela editora de BD.

Em Outubro de 2005 a ASA apresentava o 33º título da série, "O Céu Cai-lhe em Cima da Cabeça" e iniciava a republicação dos títulos anteriores, renomeando muitas das mais de cem personagens criadas por Uderzo e Goscinny.

Astérix, Obélix, Ideiafix e Panoramix mantiveram os nomes por que já eram conhecidos em Portugal, mas grande parte da aldeia gaulesa mudou mesmo de nome, adaptando o "jogo de palavras" francês para o português.

O chefe Abraracourcix (a corta-mato) é agora Matasetix e o velho Agecanonix (idade canónica) responde por Decanonix. E nem os acantonamentos romanos escaparam a esta "nova ordem": Aquarium e Laudanum continuam, Babaorum mudou para um literal Babácomrum, mas Petibonum deu lugar a um nada parecido Factotum.

Lusa/DN, 28/10/2009

* revistas - Foguetão, Cavaleiro Andante, Zorro, Tintin, Flecha 2000, BDN 

* livros - Ibis, Bertrand, Verbo, Meribérica, ASA

http://www.bdportugal.info/Comics/Hero/_Asterix.html

http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/OBRAS/Foguetao/Foguetao.htm

Astérix entre os portugueses

Há 50 anos, Astérix era publicado pela primeira vez em Portugal – e pela primeira vez fora do mercado francófono – na revista "Foguetão". Essa estreia dava-se ano e meio após o seu nascimento na “Pilote”, a 29 de Outubro de 1959, e era o início de uma sólida relação entre o pequeno guerreiro gaulês e os leitores portugueses que nunca mais o perderam de vista.

O 22º Amadora BD apresenta uma exposição documental - Astérix entre os portugueses.

Amadora BD, 24/10/2011


17.8.22

Rabiscos

No seu 14º ano a revista Tintim abriu as suas páginas a outros autores, menos experientes, mudando a sua política na divulgação da banda desenhada de autores portugueses, mas que tiveram a sua oportunidade de publicação. 

Estrompa
Publicou 3 trabalhos, nos números 37 e 39 do 14º ano e no nº 12 do 15º ano.


Ideiafix é um dos vários cães retratados

http://tintinemportugal.blogspot.com/2022/04/estrompa.html

Serer
No número 40 do 14º ano, em 13 de fevereiro de 1982, foi publicado "Agarrem esse rabisco!" de  Serer. 

Nesta aventura há trocas de corpo entre várias personagens de bd.

http://tintinemportugal.blogspot.com/2022/08/pedroserer.html

https://colecionadordebd.blogspot.com/2014/11/autores-portugueses-na-revista-tintin-2.html 



27.7.22

Caricatura de Francisco Zambujal

Caricatura de Chalana da autoria de Francisco Zambujal - jornal A Bola 



(recordada mais recentemente na capa da edição de 10/02/2019)


 

13.7.22

Zé Povix, o Portugalês


Inspirado no universo de BD de Astérix, a partir da aventura "O Domínio dos Deuses".

Estamos no ano 2000 d.C. Todo o país está ocupado pelas guarnições legionárias de Euromanos... todo ? Não ! Zé Povix (o herói da nossa história) vive numa pacata aldeia povoada por irredutíveis portugaleses, que vão ser convidados a transformá-la em prol do progresso civilizacional.

A aldeia divide-se em assembleias (Fóruns) de opinião e decidem manter os seus costumes e tradições. O país global prepara então a primeira invasão diplomática.

Entretanto Zé Povix, acompanhado pelos inseparáveis Nobelix (carregador de livros e apreciador de um bom cozido à Portugalês) e por Chefe Silvix (fazedor da receita mágica que dá forças sobrenaturais) e por Abrunhosix (o músico com voz encantatória), preparam-se para travar duras batalhas na defesa do seu último reduto. 

ficha técnica

encenação Pedro Carvalho guião dramatúrgico Pedro Carvalho, Alfredo Teixeira e José Leitão assistente de encenação Tó Maia interpretação Amílcar Mendes, Hugo Sousa, José Maria Abreu, Valdemar Santos, Júlio Ribeiro e Romeu Pereira participação especial elementos do curso "Oficina de Teatro da Maia" cenografia Alfredo Teixeira música original e sonoplastia Carlos Adolfo coreografia Ana Figueira animação coreográfica Divina d.j. Nuno Nobre desenho de luz Wilma Moutinho figurinos Fátima Maio pirotecnia Jorge Duarte vídeo Luís Miguel (Associação de Artes Cinematográficas de Valongo) execução cenográfica Sabino Pires equipa técnica Bruno Cardoso, César Fortes, João Branco, José Lopes produção Susana Lamarão

https://www.teatroartimagem.org/newpagefcf65ef6

Teatro Art'Imagem e Oficina de Teatro da Maia

data e local de produção:

Estreado a 13 de Outubro de 2000 no exterior do Fórum da Maia.

Espectáculo de abertura do 6º Festival Internacional de Teatro Cómico da Maia

25.6.22

Contra Informação - Astérix Tortas


O programa "Contra Informação" de 17/03/1999 utilizou várias referências ao universo de Ast´rix e Obélix,

https://arquivos.rtp.pt/conteudos/asterix-tortas/

Falar para o boneco

QUEM tem capacidade neste país para reunir, na mesma sala e no mesmo dia, António Guterres, um rol de ministros, destacados dirigentes da oposição, empresários mediáticos, árbitros e jogadores de futebol e uma ou outra estrela do «jet set»? Quem? Se respondeu o «Contra-Informação» o programa satírico diário da RTP1 cujos bonecos são, bastas vezes, melhores que os originais, acertou em cheio.

O «Contra» fez três anos de vida e a festa deu para tudo. Guterres até conseguiu uma vaga na sua estreita agenda para ir dar os parabéns ao pessoal da Mandala e arredores. (...)

É que os políticos reconhecem que a quota de popularidade de quem tem direito a boneco sobe imediatamente. Por isso é que, como se ia bichanando pelos cantos, há vários pedidos (muito implorados) para fulano ou sicrano vir a ser retratado.

Entre os convidados, Marques Mendes estava particularmente bem disposto. Já adivinhava que Durão Barroso se aprontava a marginalizá-lo, apesar do seu fiel José Mendonça o estar sempre a apertar para a necessidade de chegar a horas a Coimbra a tempo do Congresso. Pelo meio, dois fãs do programa do canal estatal foram dizer-lhe o quanto gostavam do seu boneco. Mendes não disse, mas pensou «Ganda nóia!»

Até Belmiro de Azevedo não quis faltar à celebração. Comentava-se amiúde pela sala que, ao contrário do que fez aos deputados, obrigando-os a abrir a Assembleia da República às oito da manhã para o ouvirem sobre os eventuais favores do Governo aos grupos económicos, neste caso aceitou sem pestanejar a hora a que os bonecos mais famosos de Portugal lhe marcaram encontro. E não é que conseguiu arranjar tempo na sua apertada agenda? 

Gente, Vidas, Expresso, 08/05/1999


16.6.22

Operação Imbicta


Após o enorme sucesso do filme francês Astérix & Obélix - Missão Cleópatra, Manoel de Oliveira, com o apoio do Porto 2001, decidiu adaptar o argumento para a realidade Portuguesa.

A história passa-se na formosa aldeia Portus Imbictas, onde o imperador exige a construção de um Monumental Estádio em tempo record. Mas só recorrendo à ajuda dos nossos dois heróis conseguirá defrontar o chefe de aldeia e os mercadores locais. Veja aqui uma breve descrição das personagens intervenientes nesta fantástica aventura.

Caricaturas - Piradas Interactivas

PORTUS IMBICTAS

Portus

Estamos no ano 2 antes do EURO. Todo o país foi invadido pela febre do futebol... Todo? Não! Uma pequena aldeia do Norte parece resistir à invasão de estádios que proliferam por todo o território....

IMPERADOR

Pintus da Costa

Quem realmente governa esta aldeia é o Imperador do FCP. Sarcástico, poderoso, incontestável, Pintus exige o início da construção do magnífico estádio antes do fim de Março.

LEGIONÁRIOS

Super Dragus

Toda a região se econtra ocupada por um exército de adeptos ferrenhos, agressivos, descontrolados, que ameaçam arrasar a Câmara se o seu estádio não for construído.

CHEFE da ALDEIA

Rui Rix

O chefe eleito recentemente pela aldeia. Majestoso, impulsivo e ingénuo, tem a ousadia em desafiar o Imperador na construção do estádio para proteger os pequenos mercadores.

DRUIDA

Santana Lopix

O venerável druida é bastante popular na sua aldeia. Diz ter em sua posse uma poção mágica para financiar o estádio do Benfica, e no entanto não revela o segredo a ninguém.

BARDO

Pacheco Pereirix

As opiniões acerca do seu talento divergem: ele considera-se genial, mas muitos o consideram abominável, especialmente os Super Dragus que já lhe quiseram fazer a folha.

OBÉLIX

Ferro Rodriguix

Ferro é um peso pesado da política, mesmo assim durante a campanha os boys conseguiram carregá-lo em ombros. Segundo os cartazes de propaganda, Ferro é "honesto, competente, sério, corajoso, determinado, tem convicções", no entanto não aguentou o peso da herança política que carrega aos ombros. Não vai poder fazer nada pelo estádio.

ASTÉRIX

Durão Barrosix

Adversário político de Obelix, encontra-se em exelente forma física, e com uma enorme sede de poder. A energia que o galvaniza surgiu nas autárquicas, e agora vais ser ele a ficar com a batata quente do estádio das Antas, e a realização de Euro 2004.


Publicação em destaque

Bartoon

Que o popularíssimo herói de BD Astérix passou das mãos de Uderzo, exímias a desenhar criativamente, para as de Didier Conrad (e se Goscin...